sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Esquizofrenia

Ver Critérios para diagnóstico, tipos e subtipos no DSM V e CID10

A esquizofrenia: Psicose (perda de contato com a realidade) com predisposição genética para ocorrência, os sintomas devem ser observados por mais de 6 meses para o diagnostico. Geralmente, identificado dos 10 aos 25 anos.
·         Sintomas positivos (Quadro agudo, florido): Alucinação e outras desordens de percepção, perda de sensibilidade ou tiques. Hipersensibilidade a sons, cheiros, paisagens. Distração: Dificuldade de prestar atenção. Alucinações: auditivas, visuais, pensamento, vozes...
Fala desorganizada, atividade delirante, passividade somática, inserção do pensamento, divulgação do pensamento, roubo do pensamento, imposição de sentimentos, imposição de atos de vontade, imposição de impulsos
·         Os sintomas negativos (Quadro crônico, resíduo): Ausência de vontade de trabalhar, de estudar, de prazer, falta de energia, de interesse, falta de vontade de hábitos higiénicos.
Alogia: Distúrbio do pensamento, pobreza na fala com conteúdo vago e repetitivo.
Anedonia: Impossibilidade de experienciar prazer, falta de interesse em atividades lúdicas, relações sexuais, intimidade e amizade.
Embotamento afetivo: não reage emocionalmente.
·         Outros sintomas:
Imobilidade catatônica
Afeto inapropriado, reações não sintónicas.
·         Fatores bioquímicos:
o   Krapelin postulou a existência de desequilíbrio derivado de venenos segregados pelas glândulas sexuais que afetam o cérebro. Jung chamava esses venenos de Toxina X.
o   Teoria da dopamina: Doença é causada por baixo nível de dopamina no cérebro, teoria crida baseada no modo de ação dos antipsicoticos, o remédio (fenotiazinas) aliviam os sintomas e produzem efeito colateral como no Parkison. Os antipsicoticos bloqueiam a receptação da dopamina, entretanto, bloqueiam também a serotonina e a norepinefrina.
o   Psicose induzida por anfetamina: Provoca um estado semelhante a esquizofrenia paranoide ou potencializa os sintomas esquizofrênicos existentes.

·         Aspectos cerebrais
o   Níveis metabólicos baixo ou falta de ativação sanguínea no córtex pré-frontal e áreas límbicas, provocando anormalidades neurológicas.

·         Estresse
o   Estresse social: Hipótese sociogênica, classe social baixa e aspectos associados.
o   Estresse familiar: Família rejeitadora; super protetora; auto sacrificante; rígida; moralista.
o   Teoria de Double –Bind defende condições na origem da esquizofrenia
§  Relação significativa de compreensão total e adequada
§  Mensagens simultâneas com sentido contrario na mesma frase, onde a pessoa não pode criticar, mas também não pode fugir.

·         Terapias para a esquizofrenia
o   Tratamento farmacológico responde 25 a 30% das pessoas, com neurolépticos, antipsicóticos ou fenotiazinas (tranquilizantes maiores). Com sedativos-hipnóticos/ansiolíticos (tranquilizantes menores).

o   Tratamento psicológico: Educação: Consiste no ensino da identificação e compreensão das crises, sinais, situações estressantes/desencadeantes, técnicas de relaxamento e auto reforço. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário