domingo, 27 de março de 2022

Resenha Humanismo na Psicologia: Maslow

 Quais os obstáculos para o crescimento?

Os obstáculos que entravam o crescimento do indivíduo, segundo Maslow, podem estar ligados a influências negativas experimentadas no passado, além de pressão social e do grupo onde ele está inserido, que o faz, na maioria das  vezes, viver de forma inautêntica e incongruente consigo mesmo. Maslow também acreditava que as defesas internas, que todos temos, nos mantêm fora do contato conosco mesmo, contribuindo para que o indivíduo não se desenvolva.  

Além desses fatores que limitam o crescimento psicológico do indivíduo, Maslow também salientava que hábitos pobres freqüentemente também inibem o desenvolvimento, onde se inclui o vício de drogas ou bebida, alimentação deficiente, entre outros hábitos que prejudicam a saúde e faz com que os indivíduos funcionem de maneira ineficiente e incompleta.  

Maslow enfocava que o Ser Humano adoece, muitas vezes, por bloquear elementos saudáveis, por recusar realizar sua plena capacidade, por desconectar-se com a luz.  Assim, acrescenta dois outros entraves ao crescimento humano – defesas egóicas além das propostas pela psicanálise: a Dessacralização e o Complexo de Jonas. 

Dessacralização pode ser definida como a falta do sentido do sagrado na vida diária. É a recusa em tratar qualquer coisa com interesse e seriedade, o que gera um empobrecimento da vida em seus múltiplos aspectos, a banalização da sexualidade, dos fatos da vida e da própria morte. É comum os perigos serem desconsiderados, assim como os compromissos, a  responsabilidade pelos próprios atos, o limite dos outros, os valores e virtudes,  o significado do amor, da amizade, da solidariedade ou da devoção, a  dignidade, a honra e a decência, depreciando a figura humana, a religiosidade  e a Natureza, como se tudo isso não tivesse a menor importância. 

 Dessacralização está ligada à normose – o desejo de ser como todo mundo, o medo do ostracismo, medo da diferença que nos permitiria sentirmos melhores conosco mesmos. Normose é se espelhar uns nos outros para agir, partindo da convicção de que as atitudes realizadas em massa são as aceitas e reconhecidas por serem as da maioria. É agir seguindo os padrões de comportamento comuns e socialmente aceitos, sem noção de moral ou ética, visando seguir ou se igualar aos outros. 

O Complexo de Jonas está ligado a mitos e arquétipos. Jonas somos todos nós, quando cultivamos medos que nos impedem de ir em frente nos caminhos da vida. Medo de mergulhar no sagrado, medo de assumir responsabilidades que a vida nos impõe, de mergulhar no mais profundo de nós mesmos, de fazer uma viagem interior ao túnel do tempo, para superar traumas e recobrar forças para o presente.  

Qual a definição de neurose segundo maslow?


Maslow define a neurose e o desajustamento psicológico como doenças de carência, ou seja, causadas pela privação de certas necessidades básicas, assim como a falta de certas vitaminas causa doença. 


Os melhores exemplos de necessidades básicas são necessidades fisiológicas, tais como a fome, a sede e o sono. A privação leva de modo claro a uma consequente doença, e a satisfação dessas necessidades é a única cura para a doença.  

Algumas necessidades psicológicas também devem ser satisfeitas para a manutenção da saúde. Maslow inclui as seguintes necessidades entre as básicas: necessidades de segurança, garantia e estabilidade; necessidade de amor e um sentido de pertinência e necessidade de auto-respeito e estima. Além disso toda pessoa tem necessidade de crescimento: necessidade de desenvolver seus potenciais e capacidades e uma necessidade de auto-atualização.

Descreva o modelo da hierarquia das necessidades?

Hierarquia das Necessidades: Maslow coloca que o homem desprovido de certas necessidades básicas tende à neurose, ao desajustamento psicológico derivado da privação de certas necessidades básicas.

Numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades biológicas e fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto-realização), Maslow definiu cinco níveis de necessidades:

De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: ar, água, alimentação, sono, repouso, sexo, etc.  

As necessidades de segurança e estabilidade constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.  

As necessidades sociais incluem a necessidade amor e pertencimento, de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.  

As necessidades de estima envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia.  

As necessidades de auto-realização são as mais elevadas, são necessidades de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente. Cada pessoa atinge a sua auto-realização na medida em que procura atualizar os seus potenciais.  

Diferencie as Experiências Culminantes das Experiência Platô.

  Experiências Culminantes: para Maslow, são experiências integradoras e mais conscientes de nós mesmo e com o mundo, que nos faz agir e sentir pessoas e tudo mais ao nosso redor de forma mais clara e cuidadosa. São momentos poderosos, especiais, felizes na vida de todo indivíduo. Maslow as defini como uma generalização para os melhores momentos do ser humano: são provocadas por intensos sentimentos de amor, exposição à arte ou à música ou à vivência da beleza irresistível da natureza. São experiências que nos comprovam a tese de que: “somos mais do que os nossos corpos físicos,  porque somos mais do que matéria física”, ou seja,  sentimos “os horizontes  ilimitados que se descortinam” (Maslow, 1970  in Fadimam, 1986).

Experiência Platô: para Maslow, é uma experiência mais estável e duradoura, ao contrário da experiência culminante. Pode ser considerada uma maneira nova e mais profunda de encarar e vivenciar o mundo. Envolve uma gama de mudanças fundamentais: atitude, a qual afeta o ponto de vista de alguém, e cria uma nova apreciação e consciência intensificada do mundo. O próprio Maslow as experienciou.

O que pode limitar o processo de auto-atualização   = Obstáculos as crescimento

Exemplifique os 8 comportamentos que levam a auto-atualização


1. Concentração no momento presente;

2. Escolher o crescimento ao invés da segurança;

3. Autoconsciência (conhece a ti mesmo);

4. Honestidade;

5. Avaliação, confiar mais nos próprios instintos; 

6. Auto-desenvolvimento;

7. Experiências culminantes;

8. Ausência de defesas egóicas.

Oito modos pelos quais o individuo se auto-atualiza (comportamentos que levam à auto-atualização):

1. estar consciente ao que acontece dentro de si e ao redor com intenso interesse;

2. fazer de cada escolha uma opção para o crescimento. Escolher o crescimento é abrir-se para experiências novas e desafiadoras que nem sempre são seguras, portanto, muitas vezes o crescimento poderá ser contrário à segurança;

3. tornar verdadeiro, existir de fato e não somente em potencial. Para isso é preciso aprender a sintonizar-se com sua própria natureza intima. Isto significa decidir sozinho se gosta de determinadas comidas ou filmes, independentes das idéias e opiniões dos outros;

4. honestidade e assumir a responsabilidade dos próprios atos. As respostas devem ser procuradas em nós mesmos, assim entramos em contato com o nosso intimo.

Estes quatro primeiros comportamentos ajudam a desenvolver a capacidade de “ melhores escolhas de vida”

5. confiando em nosso próprio julgamento e em nosso próprios instintos e a agir em termos deles; levando a melhores decisões (de comida à marido);

6. usar as habilidades e inteligência e “trabalhar para fazer bem aquilo que queremos fazer”. (pessoas dotadas que não usam suas habilidades e pessoas com talentos médios, realizam muita coisa);

7. “experiências culminantes são momentos transitórios de auto-atualização.” Durante estes momentos, estamos inteiros, mais integrados e mais conscientes de nós mesmos e do mundo. Em tais momentos pensamos, agimos e sentimos mais clara e acuradamente. Amamos e aceitamos mais ou outros, estamos mais livres de conflitos interiores e ansiedade e mais capazes de usar nossas energias de modo construtivo.

8. reconhecer as próprias defesas e trabalhar para abandoná-las. Precisamos nos tornar mais conscientes das maneiras pelas quais distorcemos nossa auto-imagem e a do mundo exterior através da repressão, projeção e outros mecanismos de defesa.


A teoria de Maslow assenta nos seguintes pressupostos: 

1) As nossas ações são comandadas por necessidades  que se organizam  segundo uma hierarquia desde as fisiológicas até as necessidades de auto-realização.  

2) As pessoas só atingem um nível superior de motivação se as do nível  anterior estiverem satisfeitas.  

3) À medida que se sobe na escala hierárquica das motivações, vai crescendo  a diferença entre o que é comum aos homens e aos animais e ao que é próprio  e específico do ser humano.  

4) As necessidades dos níveis anteriores (níveis inferiores), são comuns a  todos os seres humanos, enquanto que as necessidades de ordem superior, se  inclinam a um grupo cada vez mais reduzido de pessoas. 

5) A necessidade de o individuo realizar as suas potencialidades, coloca-se no  topo desta pirâmide hierárquica.


AS TRÊS PENEIRAS

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade.

Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo.

Será uma fofoca a menos a fomentar a discórdia, adoecimento em massa e envenenar o ambiente de trabalho.

Como evitar fofocas e intrigas no ambiente de trabalho

Os conflitos mais rotineiros nas organizações e que desestabiliza o trabalho em equipe são aqueles que iniciaram de pequenas fofocas e intrigas é muito comum no mundo corporativo temas que na prática não tem importância e valor algum para a sua carreira, pelo contrário isso somente compromete na sua avaliação profissional principalmente se você já está taxada como a “fofoqueira”, não evitar fofocas e intrigas faz com que você perca a credibilidade e comprometa totalmente o sucesso da sua carreira e sua reputação.

Os problemas mais enfrentados pelas mulheres no mundo corporativo quando o assunto é trabalho em equipe são as fofocas e intrigas no ambiente de trabalho. Funcionária desestimulada.

As fofocas e intrigas pelos assuntos não formais e tão pouco pertinente ao assunto da empresa e nem do seu trabalho, trata-se da vida pessoal das outras pessoas, colegas ou não de profissão, isso inicia de colaboradores que estão desestimulados em suas atividades profissionais, e esse desestimulo é decorrente da falta de engajamento emocional com a organização, acabam procurando novidades para se sentir motivado, isso é visto negativamente no ponto de vista profissional.

A fofoca e intrigas geram prejuízos para quem faz a fofoca, quem ouve e para a empresa. Isso gera desgaste e estresse pois faz com que o funcionário gaste energia com coisas que não estão acontecendo ou já aconteceram há tanto tempo que nem deveria ser notícia mais.

Utilizar um novo modelo de mentalidade é simplesmente mudar o comportamento padrão. O padrão de uma rodinha de fofoca é todos fofocarem, se você perceber que é fofoca, afaste-se, não se integre à situação porque muitas pessoas fofocam para se sentirem aceitas em grupos, mas pagam um preço alto comprometendo suas carreiras e reputações.

Outra ação a se fazer é não ser passiva a uma fofoca e intrigas, como assim? Se alguém vir te contar uma fofoca e pedir extrema confiança de que não contará a ninguém, você não é obrigada a ouvir fofoca e intrigas e tão pouco dar voto de confiança a essa pessoa podendo dizer que é melhor ela não contar porque você não sabe guardar segredo ou prefere não se envolver. Fazer isso é uma quebra de padrão, esse novo comportamento além de te livrar das fofocas fará com que você se destaque dos demais com um diferencial em comportamento!

Além disso, é muito melhor se poupar, pelo bem da sua saúde!

Quem tem ações diferentes ocasiona reações diferentes e é assim que mudamos nossa realidade.

Resenha Crítica o monge e o executivo

        O protagonista, John era gerente-geral, posição de liderança em uma empresa com mais de 500 funcionários, entretanto, não sabia compreender as necessidades de seus funcionários. No casamento, estava à beira de um divorcio, seus filhos não aceitavam as imposições do pai, até no time de Beisebol que ele treinava voluntariamente há seis anos as suas competências estavam em cheque, se sentia melancólico, retraído, psiquicamente tumultuado e com conflitos internos. Uma vida de fachada e aparências. Percebendo sua angústia, a esposa o aconselhou a procurar o pastor da igreja, que sugeriu um retiro num pequeno mosteiro, dentre os frades, um famoso executivo: Leonard Hoffman, estava lá. Desta forma, foi com o intuito de descobrir porque Leonard havia abrido mão do mundo corporativo e dos conselhos organizativos que poderia receber nas aulas - atividades de reflexão grupal, dentre a rotina do retiro, assim como os momentos de oração. 

Nas aulas foram discutidas as qualidades necessárias para ser um líder, como “honestidade, bom exemplo, cuidadoso, compromissado, bom ouvinte, respeitoso, encorajador, atitude positiva e gostar de pessoas” (pág.20). Portanto, o líder deve atentar-se à construção de admiração e relações saudáveis no ambiente de trabalho enquanto executa as tarefas.

A liderar como uma habilidade de influenciar, as pessoas escolhem obedecer, realizar as funções por vontade própria e motivadas a ação, se forem forçadas não é liderança é autoridade/poder/medo, sendo secundária à influência. Fizeram um exercício de pensar em alguém que é um bom líder, dentre eles, o papel das mães que são inquestionáveis, os ensinamentos de Jesus, Dalai Lama, Gandhi, Martin Luther King, Malcoim X e os Black Panthers.

Outro paradoxo, é que liderar não é mandar e sim servir, portanto, precisamos também estar prontos para mudar, ser flexíveis, dinâmicos e aceitar as críticas construtivas para que haja melhoria contínua.

O líder deve entender as necessidades e dar o que precisam (não tudo que querem, nem o que tem vontade) analisando a situação e dando enfoque à importância de ouvir empaticamente, sem interrupções.

Líderes devem tratar as pessoas bem e se interessar verdadeiramente pelas pessoas independente da posição hierárquica, inclusive a lógica de que se os operadores são a maioria, devem ser dado a devida importância na organização, assim como o cliente, ambos são indispensáveis, eles sabem melhor o que é o serviço/produto que o cliente consome, não pensar em ninguém como inimigo, ensina sobre amar ao próximo - no sentido de respeitar, ter compaixão.
Conversaram sobre escolhas e responsabilidades das ações, apresenta uma visão contra o determinismo que acredita que um evento está diretamente ligado a ocorrência da consequência futura, ou seja, pai abusivo e alcoólatra, cria filho abusivo e alcoólatra, pois os traumas, ou a genética explica essa correlação. Entretanto, todos podem escolher e não tomar a primeira dose é uma opção. A única certeza da vida é a questão da finitude.  

Ainda, ensina estágios para adquirir novos hábitos ou habilidades: Inconsciente e sem habilidade, Consciente e sem habilidade, consciente e habilidoso, Inconsciente e habilidoso, em resumo, por meio da imitação/repetição inconsciente, treino, assimilação, compreensão das ações, melhor destreza, habilidade adquirida, após é executada automaticamente sem muita reflexão, mas ainda possível certo nível de perfeição, portanto, habilidades de liderança podem ser inseridas e treinadas para tornar habituais.

Após todas as aprendizagens no retiro, os seis integrantes estavam agradecidos e John estava pronto para modificar a forma como lida com as pessoas, colocando em prática os ensinamentos.

No livro, a religiosidade cristã é utilizada na medida certa para ensinar princípios que podem ser aplicados no contexto organizacional, mas que também deveriam ser ensinados nas escolas, pois tornam as pessoas mais humanitárias, afetivas, empáticas e responsáveis. Ainda, acredito que a simples leitura dele, pode reduzir anos o que muitos buscam compreender em sessões de terapia, sem desvalorizar o trabalho do psicoterapeuta, claro! Podendo ser utilizado como instrumento para os profissionais.


Referência: 

HUNTER, James C. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.

Audiobook do livro


Períodos da História – algumas características e as influências sobre as ideias psicológicas (Idade Antiga e Idade Média)

 Para Shultz, a psicologia é uma antiga disciplina, e, ao mesmo tempo, uma das mais novas. Já no séc. V a.C. sábios gregos se questionavam sobre os mesmos problemas que, hoje, ocupam os psicólogos: percepção, aprendizagem, motivação etc. As indagações são as mesmas, mas agora os métodos diferem da intuição e especulação filosóficas. Isto porque há apenas cerca de 100 anos, em 1879, nascia a psicologia moderna, um campo de estudo próprio, essencialmente científico.

 O homem passa a se ocupar da História, quando encontra elementos da sua existência nas realizações de seus antepassados.


A pré–história data do surgimento da terra, cerca de 3,5 milhões de anos e vai até o aparecimento da escrita, por volta de 4.000 a.C. Os demais períodos históricos são as idades: antiga, média, moderna e contemporânea.


                                     Idade Antiga : inicia-se por volta de 4.000 a C. até a queda do 

                                                                   Império Romano do Ocidente em 476 d.C.


Era assim que se encontravam diversas sociedades no quarto milênio antes da Era Cristã: à beira das águas, cultivando a terra e criando cidades; organizando a política, a ciência, a arte e a filosofia. Diversos povos se desenvolveram na Idade Antiga, como os chineses, egípcios, hebreus, persas etc. Mas o nosso foco será nas civilizações clássicas-greco-romanas por serem o berço da Filosofia e Psicologia ocidentais.


Grécia , uma civilização que trouxe a implantação do debate, da democracia, também a expansão do comércio marítimo e produziu obras notáveis na arte, literatura e filosofia.

Sócrates: (469.-399 a.C.) filósofo ateniense, um dos mais importantes da tradição filosófica ocidental e um dos fundadores da atual filosofia ocidental. Por nunca ter deixado nada escrito, sua fonte de informação é Platão. Os diálogos de Platão retratam Sócrates como um professor que se recusa a ter discípulos, um homem piedoso, que se interessa pela beleza, mas não acreditava nos prazeres dos sentidos. Defendia a razão, como a principal característica humana, o que o sobrepõe à irracionalidade, ao mundo dos instintos. Interessado pela ética, epistemologia e pelas virtudes. Criou o método da maiêutica, o qual por meio de inúmeras indagações a um indivíduo podia-se alcançar um certo conhecimento. Foi condenado à morte por envenenamento por cicuta por, até o fim, não ter desistido da filosofia.

Platão: (427 - 347 a.C.) discípulo de Sócrates que definiu a cabeça como a morada da razão; onde também habita a alma humana ligada ao restante do corpo pela medula. Corpo e alma são concebidas como entidades separadas, sendo que a alma, não morre e pode vir a ocupar um outro corpo.

Aristóteles: (384.-322 a.C.) discípulo de Platão, defendia que alma e corpo são inseparáveis. A alma seria o princípio ativo da vida, a psychè, e tudo que cresce, se reproduz, se desenvolve a possui: vegetais, animais e o homem. 

Roma: expressão no direito e no governo universal. 

Uma pequena cidade que controlou todos os territórios da bacia mediterrânea. No topo de sua hierarquia social estavam os grandes proprietários rurais que monopolizavam o poder público; abaixo destes, os pequenos proprietários que eram ferreiros, carpinteiros, comerciantes. Os clientes, outra classe social, era composta por estrangeiros, plebeus empobrecidos que viviam agregados ao grande proprietário rural, em troca de pequenos serviços. 

O Estado fornecia “pão e circo”, ou seja, alimento e diversão à população marginalizada, aqueles que abandonavam o campo e iam para as cidades. Isto aumentava as despesas, fazia-se necessário novas conquistas, introduzindo-se mais e mais escravos em Roma, para substituir os que iam para as guerras.

Nos últimos anos do séc. V, o Império do Ocidente se fragmentava em reinos romano-bárbaros e o Império Romano do Oriente ou Império Bizantino (Síria, Palestina, ilhas como Chipre, Creta etc) também estava decadente. Em 603, Maomé uniu os povos árabes em torno das suas propostas religiosas, o Islamismo. A riqueza do comércio da capital Constantinopla atraiu concorrentes e invasores e este império caiu em 1453 nas mãos dos turcos.

Ideias: De nômades a sedentários por causa da evolução agrícola. Assim, novas formas de ocupação surgem: cerâmica, tecelagem, metalurgia, pastoreio.

Já existiam na Antiguidade especulações sobre os processos cerebrais, funções dos órgãos sensoriais e perturbações por lesões cerebrais. E ainda, a doutrina dos 4 temperamentos do médico Hipócrates, cerca de 400 anos A.C ou dos 4 humores do médico Galeno: sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático. 


Em um irresistível anseio pela arte, através da arquitetura, escultura, pintura, música, o homem dava forma visível ao que fluía do seu interior; a natureza ia desvendando os seus segredos. O intelecto ainda não havia se desenvolvido, assim o homem utilizava da saga e do mito para responder aos enigmas da sua existência.

Para alguns filósofos, a arte e a ciência tinham a mesma origem. Por ex., para Platão o movimento dos astros refletia no céu os movimentos da Inteligência Divina. Hoje, ciência e religião são considerados universos diferentes, a partir da evolução de sistemas de pensamento objetivos, do intelecto abstrato. No decorrer da história, foi se construindo um verdadeiro abismo entre arte e religiosidade por um lado e o conhecimento por outro.

          

Idade Média: do séc. V à tomada de Constantinopla, capital do 

Império Romano do Oriente, pelos turcos, em 1453.

  

Da divisão do Império Romano em diversos reinos.

Da produção escravista da Antiguidade greco-romana para o feudalismo. 

                     

Período iniciado pela desagregação da antiga ordem, pois com as invasões bárbaras e a expansão mulçumana, as cidades ficam despovoadas e perdem sua importância, desencadeando o processo de ruralização. Na sociedade feudal, as pessoas buscam proteção junto aos castelos. Sociedade esta aristocrática, autossuficiente na atividade agrícola, no artesanato caseiro, no comércio local a base de trocas.

A religião surge como elemento agregador, soberana e absoluta na vida espiritual, mas a partir do ano 800 passa a se tornar efetivamente política, controlando a educação, moral, justiça, artes e conhecimento. Os monges, os únicos letrados, fazem dos mosteiros instituições de ensino da fé católica e da salvação da alma.


Ideias: Santo Agostinho (354-430): seguiu a tradição platônica e defendia que a verdade é infundida no espírito humano por Deus. A retomada da filosofia de Platão fundamenta a necessidade de uma ética rigorosa de abdicação do mundo, do controle racional das paixões e da predileção pelo supra sensível. De interesse para as ideias psicológicas estão dois de seus métodos: o da auto-observação e o da descrição da experiência interior.

Os homens medievais não se esqueceram da sua origem greco-romana, mas sabiam que já eram “outros homens”. Queriam o poder, a ciência, a arte e a filosofia dos antigos, adaptados ao seu mundo. A fé para os escolásticos não vinha da razão, mas não era contrária a ela.


São Tomás de Aquino (1225-1274), o mais destacado dos escolásticos afirmava que Aristóteles estava certo, mas como não tinha o conhecimento de Deus, não pode aperfeiçoar seus pensamentos, o que só poderia ser proporcionado pela revelação divina. Seu projeto era, então, o de sintetizar o aristotelismo e a revelação do cristianismo: juntos, Deus e a inteligência, onde amar o intelecto era honrar a Deus. Para ele, a verdade revelada era de duas categorias: Uma podia ser provada, como por ex: A existência de Deus e a salvação da alma. Mas doutrinas como a da Trindade e da Encarnação eram verdades que não podiam ser provadas. 

A razão era o único guia para as questões não-teológicas, conhecimentos sobre o mundo natural das coisas e das criaturas, por ex. Eram conhecimentos não revelados por Deus e não necessários à salvação. Conhecimentos que os homens tinham a liberdade de explorar pela razão. Mas quanto mais aperfeiçoado raciocínio, mais eficiente e mais cristão se tornava. A razão não podia ser temida, pois era um outro caminho para Deus.

A imagem de “mundo fechado” tanto na antiguidade como na idade medieval, moldava a percepção do homem. Foi com o advento das ciências que descortinou-se um “universo infinito” de conhecimentos, um mundo novo não apenas geográfico, mas também simbólico. Assim, foram surgindo novas formas de compreensão do tempo, do espaço, do “outro”, no reconhecimento de si mesmo.


Renascimento - entre as idades média e moderna, sécs. XIV e XVI.


Principais características:

Redescoberta dos valores da cultura clássica (greco-romana) com uma visão mais completa e humana da natureza, onde as qualidades humanas como a inteligência, o conhecimento e o dom artístico passam a ser valorizadas;

Antropocentrismo – o homem como a medida de todas as coisas; 

A razão e a natureza são intensamente valorizadas, através da utilização de métodos experimentais e de observação da natureza e do universo;

Na Itália, berço do Renascimento, passou-se a acumular riquezas provenientes do comércio e ricos comerciantes, os mecenas, investiam no desenvolvimento artístico e cultural. 

O movimento se espalhou para outros países, como a Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Países Baixos, como a Holanda..


A idade moderna inicia-se com a queda do império romano do Oriente e termina com a Revolução Francesa, em 1789.

A idade contemporânea começa no séc. XVIII até os nossos dias.


Consultas bibliográficas:

Bock , A M. Psicologias: uma introdução ao estudo da Psicologia

Miranda, R. G. O homem medieval e a Antiguidade. Folha de S. Paulo, 23/01/2001

Folhaonline www.folha.com.br

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Wikipédia

Scielo

www.historiadomundo.com.br

www.conhecimentosgerais.com.br/historia-geral

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