O protagonista, John era gerente-geral, posição de liderança em uma empresa com mais de 500 funcionários, entretanto, não sabia compreender as necessidades de seus funcionários. No casamento, estava à beira de um divorcio, seus filhos não aceitavam as imposições do pai, até no time de Beisebol que ele treinava voluntariamente há seis anos as suas competências estavam em cheque, se sentia melancólico, retraído, psiquicamente tumultuado e com conflitos internos. Uma vida de fachada e aparências. Percebendo sua angústia, a esposa o aconselhou a procurar o pastor da igreja, que sugeriu um retiro num pequeno mosteiro, dentre os frades, um famoso executivo: Leonard Hoffman, estava lá. Desta forma, foi com o intuito de descobrir porque Leonard havia abrido mão do mundo corporativo e dos conselhos organizativos que poderia receber nas aulas - atividades de reflexão grupal, dentre a rotina do retiro, assim como os momentos de oração.
Nas aulas foram discutidas as qualidades necessárias para ser um líder, como “honestidade, bom exemplo, cuidadoso, compromissado, bom ouvinte, respeitoso, encorajador, atitude positiva e gostar de pessoas” (pág.20). Portanto, o líder deve atentar-se à construção de admiração e relações saudáveis no ambiente de trabalho enquanto executa as tarefas.
A liderar como uma habilidade de influenciar, as pessoas escolhem obedecer, realizar as funções por vontade própria e motivadas a ação, se forem forçadas não é liderança é autoridade/poder/medo, sendo secundária à influência. Fizeram um exercício de pensar em alguém que é um bom líder, dentre eles, o papel das mães que são inquestionáveis, os ensinamentos de Jesus, Dalai Lama, Gandhi, Martin Luther King, Malcoim X e os Black Panthers.
Outro paradoxo, é que liderar não é mandar e sim servir, portanto, precisamos também estar prontos para mudar, ser flexíveis, dinâmicos e aceitar as críticas construtivas para que haja melhoria contínua.
O líder deve entender as necessidades e dar o que precisam (não tudo que querem, nem o que tem vontade) analisando a situação e dando enfoque à importância de ouvir empaticamente, sem interrupções.
Líderes devem tratar as pessoas bem e se interessar verdadeiramente pelas pessoas independente da posição hierárquica, inclusive a lógica de que se os operadores são a maioria, devem ser dado a devida importância na organização, assim como o cliente, ambos são indispensáveis, eles sabem melhor o que é o serviço/produto que o cliente consome, não pensar em ninguém como inimigo, ensina sobre amar ao próximo - no sentido de respeitar, ter compaixão.
Conversaram sobre escolhas e responsabilidades das ações, apresenta uma visão contra o determinismo que acredita que um evento está diretamente ligado a ocorrência da consequência futura, ou seja, pai abusivo e alcoólatra, cria filho abusivo e alcoólatra, pois os traumas, ou a genética explica essa correlação. Entretanto, todos podem escolher e não tomar a primeira dose é uma opção. A única certeza da vida é a questão da finitude.
Ainda, ensina estágios para adquirir novos hábitos ou habilidades: Inconsciente e sem habilidade, Consciente e sem habilidade, consciente e habilidoso, Inconsciente e habilidoso, em resumo, por meio da imitação/repetição inconsciente, treino, assimilação, compreensão das ações, melhor destreza, habilidade adquirida, após é executada automaticamente sem muita reflexão, mas ainda possível certo nível de perfeição, portanto, habilidades de liderança podem ser inseridas e treinadas para tornar habituais.
Após todas as aprendizagens no retiro, os seis integrantes estavam agradecidos e John estava pronto para modificar a forma como lida com as pessoas, colocando em prática os ensinamentos.
No livro, a religiosidade cristã é utilizada na medida certa para ensinar princípios que podem ser aplicados no contexto organizacional, mas que também deveriam ser ensinados nas escolas, pois tornam as pessoas mais humanitárias, afetivas, empáticas e responsáveis. Ainda, acredito que a simples leitura dele, pode reduzir anos o que muitos buscam compreender em sessões de terapia, sem desvalorizar o trabalho do psicoterapeuta, claro! Podendo ser utilizado como instrumento para os profissionais.
Referência:
HUNTER, James C. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro: Sextante, 2007.
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