quarta-feira, 16 de novembro de 2022

5 Dicas para o bem-estar, qualidade de vida e previnir ou minimizar a depressão

1. Tome Sol

A vitamina D é ativada pelos raios solares, eleva os níveis de serotonina no organismo e melhora o humor (Use protetor solar).


2. Pratique atividade física

Promove o relaxamento e faz você se sentir bem.


3. Medite, ouça músicas relaxantes, leia, veja filmes leves e engraçados... 

A concentração acalma a mente e deixa seu corpo mais feliz.


4. Estabeleça pequenas metas

Estimulam o cérebro. Celebre as pequenas coisas

Comece a olhar sua rotina com outros olhos e a celebrar cada coisa.


5. Acredite em você

Reflita sobre sua existência e busque saídas para levantar a autoestima, assim você gradativamente encontrará a felicidade. Pratique o autocuidado e faça psicoterapia para te auxiliar neste processo.



Lidar com o medo do fracasso em 10 passos

Aprenda a lidar com o medo do fracasso.

Ao tentar algo novo e fracassar, não fique triste e desista dos seus sonhos:


1. Foque naquilo que conseguiu controlar;

2. Foque nos comportamentos que foram bem sucedidos na execução da tarefa;

3. Aceitar que não era essencial ser bem sucedido naquela tarefa e por quais razões fracassou;

4. Adote comportamentos que valerão a pena, pelo menos adquiriu aprendizagens significativas;

5. Entenda que todos fracassam em alguma coisa;

6. Tente novamente sem preocupar com a opinião dos outros, afinal, talvez ninguém tenha notado;

7. Aproveite a oportunidade de repensar a meta;

8. Tranquilize-se, pois, o fracasso não é fatal, é possível corrigir e aprender mais para a próxima tentativa!

9. Avalie se os seus padrões eram altos demais! Defina objetivos mais simples e menores para alcançar sonhos maiores! 

10. De qualquer forma, você desempenhou melhor do que na tentativa anterior!

ACALME-SE Técnica em 8 passos para relaxar em momentos de tensão, estresse e ou ansiedade

1. Aceite a situação, procurando substituir o medo ou a raiva pela análise do fato causador. Dê ao problema apenas o tamanho real, evitando exagerá-lo.

 

2. Contemple o exterior, desviando a atenção do seu mal-estar interno para o mundo à sua volta. Observe como tudo continua estável.

 

3. Aja com a ansiedade; não fique paralisado pelas emoções, mas atue sobre elas, buscando dominá-las.

 

4. Respire profundamente: Libere o ar de seus pulmões, devagar, inspirando e expirando conscientemente, até voltar a respiração ao seu ritmo normal, equilibrando a química do cérebro.

 

5. Mantenha os passos anteriores, repetindo cada um até se sentir mais controlado.


6. Examine seus pensamentos e reflita racionalmente sobre eles; até que ponto o atual problema é sério? Quais são suas reais implicações? Você já passou por isto antes?

 

7. Sorria, você conseguiu! Dê a si mesmo os parabéns por ter conseguido superar esta crise sozinho e por ter aprendido a se ajudar quando for preciso.

 

8. Espere o melhor. Procure desenvolver uma atitude mais positiva, acreditando ser capaz de enfrentar com calma todos os problemas e assumir sempre o controle da situação, não deixando que ela o controle. 



7 passos para superar o Transtorno de preocupação excessiva

1. Distinguir a preocupação produtiva da preocupação improdutiva 
As preocupações improdutivas são as que não posso fazer nada a respeito, os: E se...). 
Se pergunte: Qual a vantagem que você espera obter ao se preocupar? Qual a melhor estratégia para alcançar os resultados esperados?
Por exemplo, para uma prova: a) Somente preocupar; b) beber ou c) estudar.

2. Lidar com as incertezas. 
Há probabilidade de 80% de resultados positivos sobre aquilo que te preocupa dar certo, sair como esperado! Nas 20% das vezes que der errado, lidará com isso melhor do que imagina! 
Coisas boas também surgem sem a certeza, como novidades, surpresas, desafios, mudanças e crescimento! Caso contrário, a vida é entediante! O desconforto é construtivo, ajuda a motivar e crescer!

3. Repense a forma como costuma avaliar o seu pensamento sobre os resultados que obtiveram, o que as pessoas pensam e sentem sobre elas, nas consequências futuras de suas ações, estou fazendo as mesmas previsões erradas que antes? Sempre acerto? E se dessa vez estiver errada?

4. Reconhecer como fatores emocionais e da sua personalidade contribui para o problema.
O problema com dinheiro possui uma relação com sentimento de incapacidade, da saúde pode estar relacionada ao abandono/desamparo... 

5. Aprenda a lidar com o medo do fracasso. Em 10 passos:
A. Focar naquilo que consigo controlar
B. Focar em comportamentos que serão bem sucedidos
C. Aceitar que não era essencial ser bem sucedido naquela tarefa
D. Adote comportamentos que valerão a pena
E. Entenda que todos fracassam em alguma coisa
F. Talvez ninguém tenha notado
G. Terá oportunidade de repensar a meta
H. Fracasso não é fatal
I. Avalie se seus padrões eram altos demais
J. Desempenhei melhor do que na tentativa anterior?

6. Preocupação excessiva é uma forma de fuga emocional, ativam o lado pensante e interrompem a ação de lidar com as emoções. Observe, defina, aceite, lide, valorize e seja positivo quanto as suas emoções.

7. Desligue o senso de urgência e distancie dos seus medos futuros para apreciar o presente! 


sexta-feira, 8 de julho de 2022

VILOMAH – O LUTO DOS PAIS: NEOLOGISMO LEXICAL

PAICHECO, Cleonice Gomes Ferreira (Artigo apresentado como requisito ao Estágio Iniciação Científica do curso de licenciatura: Formação Pedagógica em Letras no Centro Universitário Internacional Uninter Polo Barreiro/BH - MG. APROVADO em 26/06/2022).
https://pt.scribd.com/document/709337108/Vilomah-o-Luto-Dos-Pais-Neologismo-Lexical


VILOMAH – O LUTO DOS PAIS: NEOLOGISMO LEXICAL[1]

PAICHECO, Cleonice Gomes Ferreira[2]

LAUFER, Albertina[3] 

RESUMO

Este trabalho analisa 7 (sete) estudos de linguagens de 2018 a 2021 de terminológos e linguistas para compreensão ampla do campo da lexicografia e neologia, além de produções digitais internacionais do movimento de pais enlutados na busca do registro formal do léxico: Vilomah, palavra adotada informalmente por cientistas e pais para atribuir a dor e luto ao perderem um filho, assim como, nomear o que os pais se tornam após a perda do filho. O termo possui origem do sânscrito, que significa contra a ordem natural. Pois não é natural enterrar pessoas mais jovens. A problemática consiste em apoiar a oficialização do termo no vocabulário e obter como empréstimo para popularizar no Brasil visto que não há na nossa cultura. Justifica pela necessidade humana de nomear a dor e ser compreendido, definir a sua identidade, auxiliar o encontro de grupo de pertencimento, dar sentido e legitimar a experiência que não é uma fase temporária, pois, transforma e marca a historia destas pessoas. Portanto, concluiu-se sobre a urgência no registro oficial do termo nos dicionários internacionais, da influência da tecnologia e globalização na integração do léxico na cultura, assim como da importância de trabalhar o neologismo na educação formal para desenvolvimento da escrita criativa e disseminação do movimento de pais enlutados.

Palavras-chave: Neologismo. Léxico. Vilomah. Luto. Empréstimo.

1.   Introdução

O presente artigo é  uma pesquisa de estágio no modelo iniciação científica - Intersecções: Língua, cultura, história e tecnologias. Foi realizada com intuito de abordar sobre o neologismo lexical Vilomah.

A língua, a cultura e história se entrelaçam no jogo entre significante e significado, pois, ela não é estática. Como um produto social, a língua é um instrumento vivo que passa por constantes adaptações para atender as necessidades de seus usuários, inevitavelmente os itens lexicais, expressos nos discursos sofrem modificações para o contexto inserido na mesma medida em que a sociedade muda (OLIVEIRA, 2019).

Da mesma forma, a cultura é dinâmica e instável principalmente no mundo tecnológico e globalizado em que vivemos, portanto, uma cultura é resultado de outras culturas e estas se misturam, formam novas e múltiplas culturas no tempo e no espaço (TIMBANE E COELHO, 2018).

Vilomah é um termo de origem do sânscrito que significa contra a ordem natural, escolhido por Karla Holloway em 2009 para descrever o luto dos pais ao perder um filho. “Há um ditado chinês que diz: “cabelo grisalho não deve enterrar quem tem cabelo preto” Se o fizerem, seremos vilomalizados” (HOLLOWAY, 2022).

É comum o uso de palavras e expressões que até o momento não existiam e começaram a existir simplesmente pelo fato de possibilitar o ato da comunicação. O acesso a pesquisas, sites e blogs possibilita a investigar e a interação entre os membros, formação de grupo, consequentemente, à ocorrência de neologismos lexicais (TIMBANE E COELHO, 2018).

O léxico é o patrimônio de cada indivíduo, da comunidade linguística e da academia que o estuda. A terminologia e a lexicologia constituem como campo de estudo do léxico e desenvolvimento de neologismos (MACHADO, 2018).

Portanto, o objetivo principal desta pesquisa consiste em analisar trabalhos científicos e conteúdos digitais de grupos de pais enlutados para integrar o neologismo lexical Vilomah no vocabulário. Realizada por meio da pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo para compreensão com mais profundidade do desenvolvimento à linguagem quanto ao neologismo; À etimologia, cadeia de sentidos, introdução na história e cultura à utilização do léxico: Vilomah; Averiguar a influência da tecnologia e globalização na aceitação e popularização de novos termos, importância de trabalhar a criatividade em sala de aula.

Com isso, propõem-se a linguística, a literatura, as licenciaturas, as ciências humanas e sociais e aos pais enlutados no Brasil - a adoção do termo Vilomah.  Assim como o debate e ensino de neologismo em sala de aula para incentivo a pesquisas e desenvolvimento integral, consideração no âmbito dinâmico e criativo da cultura.

2     Metodologia

A abordagem desta pesquisa foi de cunho qualitativo que não visa à quantificação e mensuração, mas a qualidade da informação e interpretação do leitor (Godoy, 1995). Realizada como critério de cientificidade por meio de uma análise bibliográfica, conforme Matta (2008) uma das fontes mais tradicionais de pesquisa recorre a textos teóricos, artigos, teses, dissertações, outros documentos impressos e eletrônicos disponíveis online.

Houve um levantamento quanto ao termo: Vilomah que abrange conteúdos internacionais, estes conteúdos passaram por um processo de tradução própria com auxílio do Google tradutor. Ao colocar o léxico Vilomah no Google Scholar foram encontrados 32 artigos internacionais, foram escolhidos 5 (cinco)[1].

1.       ICHIPRO é uma revista digital japonesa, divulgada em várias línguas com  projetos sociais e conteúdo relativo à compreensão das necessidades  humanas. A revista possui uma matéria sobre a palavra Vilomah. 

2.       Karla Holloway, africana, nascida em 1949, graduada em Linguística na Universidade de Harvard, estudou literatura, política e economia. Foi membro da universidade Duke (Estados Unidos) até 2017 quando se aposentou.  

3.      Robert Frost - um poeta americano que após a perda da esposa e de quatro  filhos escreveu um poema em um dos seus primeiros livros, o poema  “Enterro em casa” (Home Burial - original). 

4.      Cake é uma empresa criada por médicos formados no MIT e Havard que  auxiliam as pessoas em processo de luto, possuem uma biblioteca de  profissionais, publicam conteúdos e documentos relacionados à morte. A  Dra. Vasquez, bacharel em Ciência Politica, publicou o artigo - Vilomah: Origin  & What It Mens for Parents who lost a child. Atualizada no dia 18 de Janeiro de 2022. 

5.      No Reino Unido há uma instituição de caridade sediada com objetivo de  fornecer apoio a pais enlutados em todo o mundo: Our Missing Peace  <https://www.ourmissingpeace.org/>. No site há artigos que podem ser  utilizados. O país é um grande precursor do movimento: A Bereaved parent (Um familiar enlutado) criaram um abaixo-assinado para pressionar Oxford English Dictionary a introduzir Vilomah no dicionário. Disponível em: <https://www.change.org/p/oxford-english-dicsonary-get-vilomah-into-the-dictionary>. Data de acesso e  assinatura: 09 de Novembro de 2021. 

Quanto ao estudo dos neologismos (período de 2018 a 2022) foram encontradas: 4.410 pesquisas (2.740 em português). Destes, 912 com as palavras chave: Neologismo. Lexical. Empréstimo. Linguística. Cultura. Por meio da pesquisa das palavras chave foram escolhidos 31 (trinta e um) trabalhos acadêmicos e/ou artigos que favorecem o desenvolvimento da pesquisa, dentro do campo de intersecções: Língua, cultura, história e tecnologias. Destes, 7 (sete) foram pré-selecionados de 2018 a 2021 para leitura e fichamento por contemplar todas as palavras chave.

2018:

1.        FARGETTI, Cristina Martins. Léxico em pesquisa no Brasil.

2.       MACHADO, Amanda. Propostas de Dicionário e de outros materiais didáticos na língua Wapichana.

3.      SILVA, Renaldo César Bueno Alves da. Eis que, Posto que de Vez que  como conectivos causais [manuscrito]: Variação e padronização no  Português do Brasil.

4.      TIMBANE, Alexandre Antônio; COELHO, Dayanny Marins. Os  neologismos e a ampliação lexical nas redes sociais.

2019:

5.      OLIVEIRA, Antônio Marcos Vieira de. A Neologia semântica presente em  capas de revista: um estudo à luz da abordagem cognitiva.

2020:

6.      BARBOSA, Carlos Daví Alves. A história da língua latina e seu processo de mudança lexical na língua portuguesa e sua abordagem no livro didático do 1º ano do ensino médio. 

2021:

7.       TIMBANE, Alexandre Antônio; ROCHA, Fabiana Ferreira da. A  Criatividade Lexical do Português Brasileiro na Imprensa Escrita Catalana.

Com relação às palavras chave, os artigos escolhidos que repetem a autoria, conforme Lattes (2022) foi: TIMBANE, Alexandre António: Doutor em Linguística e  Língua Portuguesa (2013) pela UNESP, Mestre em Linguística e Literatura  moçambicana (2009) pela Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique (UEM). É  Licenciado e Bacharel em Ensino de Francês como Língua Estrangeira (2005) pela  Universidade Pedagógica-Moçambique (UP). Atualmente atua como professor  titular na Universidade Academia de Ciências Policiais de Moçambique (ACIPOL). É  pesquisador em Linguística Forense aplicada às ciências policiais. É membro do  Grupo de Estudos de Linguística Forense da Universidade Federal de Santa Catarina e membro da International Association of Forensic Linguists (IAFL).

 

3.  Neologismo lexical

O léxico é um acervo de palavras utilizadas pelos falantes, portanto, se insere na oralidade, na informalidade, tão amplo que nem o dicionário consegue dar conta dele. Esta amplitude está em constante remodelação e reconstrução (TIMBANE E COELHO, 2018).

Neste processo de evolução, o léxico acompanha o desenvolvimento humano e as transformações ao longo das gerações, deixam de ser usuais e novas unidades lexicais surgem (OLIVEIRA, 2019).

Pode ser compreendido como o estudo da etimologia das palavras que permite a apropriação cultural, estrangeirismo e criatividade lexical, geralmente ensinado nas aulas de literatura. Portanto, neologismo lexical consiste na capacidade de inovação da língua na criação de palavras novas (FARGETTI, 2018).

Timbane e Rocha (2021) resumem o neologismo lexical como o estudo da formação de palavras que geralmente se manifestam numa dada língua. Enquanto, para diferenciação, o neologismo semântico se inscreve no âmbito do sentido e significado da palavra.

Conforme aponta Oliveira (2019), a utilização de neologismo reflete o mundo extralinguístico do usuário que o utiliza para integrar o seu pensamento, identidade e imaginação, carrega um traço ideológico, desencadeia discursos e novas maneiras de pensar e agir. Timbane e Rocha (2021) dão ênfase na tendência humana consciente ou instintiva em nomear tudo.

Em sala, enquanto profissionais da área linguística, terminologia, lexicografia e literatura, temos que estimular a criação de neologismos para ampliação da competência lexical do aluno com a brincadeira de produção de neologismos. Essas criações lexicais na escola podem ajudar o aluno a compreender que o léxico é uma estrutura dinâmica (MACHADO, 2018).

O desenvolvimento da linguagem quanto aos neologismos lexicais ocorre por intermédio da literatura, âmbito da escrita, onde há mais possibilidade de improvisar, criar, inventar e apresentar estilo nos textos, autoria, identidade e sentimento de pertença cultural (FARGETTI, 2018).

Nessa perspectiva, pode-se afirmar que o léxico e a cultura, são parceiros fidelíssimos no processo de comunicação, uma vez que ambos estão ligados à identidade do sujeito, já que cada indivíduo tem liberdade para proferir quaisquer palavras de acordo com as situações de comunicação ou ainda, de acordo com os contextos em que acontece o discurso (TIMBANE e COELHO, 2018).

O processo descritivo muitas vezes é motivado por áreas de atividade técnica, científica e profissional, recorrem à utilização do vocabulário comum a eles e ao uso de termos específicos, a recursos linguísticos peculiares e expressões não dicionarizadas, como no caso da linguagem jurídica - o juridiquês (SILVA, 2018).

Pois, conforme Timbane e Coelho (2018), a língua está intimamente ligada à cultura e às mudanças culturais, facilitado por meio das novas tecnologias da informação, programas, aplicativos e redes sociais, etc. Este cenário evolutivo criou uma espécie de “mundo comunicativo globalizado” no qual as pessoas se sentem perto umas das outras, estando distantes apenas por um simples clique. Desta forma, o acesso à informação é rápido e eficaz, desafiam a linguística para inovação em qualquer parte do mundo, inclusive, há sua própria linguagem - o internetês que possuem abreviaturas, siglas e acrônimos para além de reduzir frases.

Os autores também salientam que as mensagens de texto tendem a imitar a linguagem oral e desviam das normas padronizadas pela ortografia, apresentam formações novas de palavras, de ideias e de significados (neologismos formais, semânticos e empréstimos) vindas, majoritariamente, da língua inglesa.

Timbane e Rocha (2021) também apontam a influência da língua inglesa na entrada de novas palavras, pouco expressivas do espanhol, apesar de estarmos rodeados por países latinos.

Fargetti (2018) atribui como um dos motivos para o pouco desenvolvimento da escrita criativa no Brasil, o fato de o país valorizar mais a oralidade, possuir poucos recursos para aquisição de livros e pouca aderência à cultura da leitura.

 

3.1 Neologismo Vilomah: O luto dos pais

No Brasil e alguns países ainda não há um termo para os pais que perderam o filho. Entretanto, a necessidade de um léxico para descrever este luto é uma demanda já marcada na história.

Sabe-se que em 1962 um poeta americano, Robert Frost (2022) após a perda da esposa e de quatro filhos escreveu um poema em um dos seus primeiros livros, denominado “Enterro em casa” (Home Burial - original), nele expõe uma discussão de um casal para decidir onde enterrar o filho, em um trecho, há o confronto entre o homem e a mulher: “um homem não pode falar do próprio filho que perdeu?”, “Conte-me sobre isso se for algo humano”. “Deixe-me entrar em sua dor”. Portanto, o poema gira em torno da dor inconsolável e inominável, na qual gostaria de saber nomear para ser compreendido e tentar compreendê-la, o luto como a perda do próprio coração e a inevitabilidade da solidão.

No livro publicado em 1976, intitulado “An Orphan's Tale” do escritor e romancista Jay Neugeboren, salienta:

 

A esposa que perdeu o marido é chamada de viúva. O marido que perdeu a esposa é chamado de viúvo. Uma criança que perdeu os pais é chamada de órfã. Não há palavra para um pai que perde um filho. A perda é terrível (ICHIPRO, online, 2022).

 

Em 1988, Ronald Reagan declarou outubro como o Mês Nacional da Conscientização sobre a Gravidez e a Perda Infantil.

Karla Holloway sobre Vilomah publicou: A name for a parent whose child has died no dia 26 de maio de 2009, quando cunhou o termo Vilomah, após anos de pesquisa sobre a perda de um filho, situação que vivenciou em 1999 (VASQUEZ, 2022).

Vilomah, portanto, é a palavra mais apropriada que ela encontrou para descrever o luto do pai ou mãe que perdeu o filho. O termo possui origem em sânscrito que significa contra a ordem natural. Pois, não é natural um filho morrer antes dos pais (ICHIPRO, online, 2022).

Desta forma, podemos considerar como neologia por empréstimo, por ser um item lexical de uma língua estrangeira sendo adaptada à língua receptora com semelhança semântica (OLIVEIRA, 2019).

 

Um dos aspetos linguísticos que mais se evidencia na língua porque ele se desloca de uma língua para a outra, desaparece e reaparece ganha ou perde sentidos semânticos, adapta-se aos novos contextos na língua em que é emprestada (TIMBANE e COELHO, 2018, p. 02).

 

Ferreira (2000) salienta que o sânscrito é uma língua pouco explorada de origem indiana, incorpora diversos léxicos na língua portuguesa, por:

         Reiteração (reprodução do significado e vocabulário, traço simbólico e cultural do colonizador aos colonizados);

         Reconfiguração (empréstimo e reiteração das relações vernáculas com o significante do significado);

         Dispersão semântica (empréstimos para além da reorganização do sentido do signo) responsável pelo desdobramento das potencialidades do mundo manifesto.

Em seu artigo, Ferreira postula exemplos de elementos do mundo vegetal, animal, mineral, mensuração, objetos, profissões, rituais, dentre outros léxicos que foram reiterados ao nosso vocabulário e normatizados nos discursos, nem foram considerados estrangeirismos.

Timbane e coelho (2018) apontam que palavras estrangeiras são utilizadas na comunicação ou são inventadas por necessidade ou luxo. Ainda, Timbane e Rocha (2021) que todas as linguagens no mundo possuem registros de empréstimos de outras línguas, pois, toda cultura é resultado de culturas, línguas e hábitos.

O exemplo mais próximo de Vilomah foi à adoção do léxico: Viúva, que também possui origem em sânscrito, significa “vazia” (ICHIPRO, online, 2022).

Vilomah é um nome para a dor da perda do filho, pode parecer estranho no início, mas nos acostumamos com a palavra "viúva" que devido à aceitação, foi integrada ao nosso uso diário e vocabulário sem considerá-la estrangeirismo. Vilomah não é muito diferente e compartilha a mesma etimologia, também pode ser integrado (HOLLOWAY, 2022). 

As línguas que já possuíam um termo, são: Em alemão, mãe enlutada é uma Verwaiste Mutter. Em árabe, uma mãe enlutada é uma takla. Em hebraico, uma família que perdeu um filho é uma shakula (ICHIPRO, online, 2022). Para os demais lugares, Vilomah poderia ser universal. Fomos vilomizados,

 

Quando uma criança é encontrada empoeirada sob os escombros de um terremoto ou para crianças que morrem de fome. Nossos números que crescem diariamente – com atropelamentos e descuidos, com genocídios e acidentes, doenças e suicídio. Um pai cujo filho morreu é um vilomah. Assista ao noticiário da noite e você verá um vilomah. Examine as notícias na web e você lerá sobre um vilomah. Ande pelo seu bairro, há casas com vilomahs dentro. A diferença entre a dor de hoje e a de amanhã é que agora há um nome: Vilomah - Um pai cujo filho morreu (HOLLOWAY, 2022, online).

 

Profissionais da empresa Cake, criada por médicos formados no MIT e Harvard que auxiliam as pessoas em processo de luto, desenvolvem matérias digitais, dentre eles, Vasquez (2022) publicou o artigo - Vilomah: Origin & What It Mens for Parents who lost a child.  Nele, Vasquez aponta que a perda de um filho é uma das experiências mais dolorosas, traumáticas e insuperáveis que um pai pode passar; agravado quando é repentina, inesperada e trágica. A não existência de uma palavra na língua inglesa ou outra língua amplamente conhecida faz com que os pais precisem de longas explicações para relatar o sofrimento, leva a revivência do luto ao repetirem a frase “Eu tive um filho que já morreu”.

Vilomah é uma palavra nova e antiga (escrituras), conforme aponta Vasquez (2022), mas que não estava presente na língua inglesa, foi introduzida informalmente por diversos autores e movimentos de pais para auxiliar a comunicação sobre o luto e a dor de perder o filho.

No Reino Unido há uma instituição de caridade sediada com objetivo de fornecer apoio a pais enlutados em todo o mundo: Our Missing Peace <https://www.ourmissingpeace.org/>. O país é um grande precursor na utilização e para introduzir o termo vilomah no vocabulário.

Há um abaixo assinado criado por “A Bereaved parent” Um familiar enlutado para tornar oficial a palavra Vilomah no Oxford English Dictionary. Disponível em <https://www.change.org/p/oxford-english-dicsonary-get-vilomah-into-the-dictionary>[2] com meta de 2.500 (duas mil e quinhentas) assinaturas necessárias para que o léxico seja mais divulgado na mídia.

Timbane e Rocha (2021) salientam que a dicionarização de palavras não traz garantia de que o termo usado ou consultado por parte da comunidade linguística, mas, garante que o registro formal permite a patrimonialização, a conservação e utilização em algum momento da história.

Ichipro (2022) salienta que dar nome auxilia a reflexão e legitima a dor. Vasquez (2022) salienta que dar um nome é dar identidade aos pais que perderam um filho, reduzir o tabu sobre a morte e morrer, possibilita falar sobre o sentimento e não sofrer em silêncio, encontrar grupos semelhantes, dar e receber conforto e consolo. Ainda, considera que os pais podem buscar uma forma de encerramento e a cura de sua perda. No artigo sugerem formas de honrar a memória que possuem sobre o filho e homenageá-lo.

A tecnologia influencia na variação linguística, principalmente quando os interlocutores identificam interesses, histórias em comum e temas para compartilhar. Estas variações correspondem às necessidades de grupos específicos ou não, cuja população possui um mesmo sentimento de inovação, criação ou adoção (TIMBANE e COELHO, 2018).

O uso de palavras e expressões que até o momento não existiam e começaram a existir pode facilitar o ato da comunicação. Os movimentos internacionais em blogs, sites, dentre outros, facilitam a interação e formação de membros em grupos, influenciam no uso do termo e tentativas de incluir a linguagem formal (TIMBANE e COELHO, 2018).

Barbosa (2020) afirma que a incorporação de neologismo por empréstimo na língua portuguesa acontece de forma natural, sem necessitar de intervenções de leis, decretos ou especialistas sobre o assunto. Pois, quando há necessidade do vocábulo e não há outro equivalente, os falantes encontram o que merece destaque e introduz, mesmo se antes precisar ser aportuguesado.

 

4.      Considerações finais

               Vilomah é um termo de origem do sânscrito que significa contra a ordem natural, escolhida por Karla Holloway em 2009 para nomear o luto dos pais ao perder um filho, portanto, o método de escolha foi um processo de atribuição semântica e por semelhança metafórica com o conceito que buscava, recorreu ao empréstimo.

Trata-se de um léxico que ainda não foi aderido no vocabulário oficial internacional de países que pretendem registrá-lo, portanto, pretendem tornar uma nova palavra da cultura deles, sem considerar estrangeirismo, devido à influência do sânscrito em vários termos por reiteração, desta forma também poderia ser o processo de inclusão no Brasil.

Infelizmente, não precisamos procurar muito para encontrar uma história de alguém que sofreu a morte de um filho. As produções internacionais para integrar o neologismo Vilomah no vocabulário evidenciam o empenho de pais enlutados e demonstram a importância da aceitação do termo, pois esta deveria ser um desafio também para os profissionais nas ciências humanas e sociais na adoção do termo.

Considerando que para se tornarem pais, as pessoas passam por um processo de transformação subjetiva e objetiva que os modificaram biopsicossocialmente. Portanto, a perda de um filho - não deveria transformá-los em não pais ou apenas pais enlutados, como se o luto fosse uma condição permanente ou se a morte do filho fosse algo indiferente.

Há de considerar as tentativas de gestação, organização do lar, trauma do parto, apresentação da gravidez e posteriormente da prole aos íntimos e a comunidade, as expectativas sobre a criança, medo, incerteza, angústia, aceitação, conformidade, desejos e projeções para o futuro, amor, afeto, tristezas e alegrias, mobilização para educação informal e formal, tudo isso e muito mais que pode ter acontecido na vida destas pessoas.

Neste contexto, a necessidade de um termo faz-se urgente, pois, aqueles que foram pais de apenas um filho que morreu: Como eles diriam aos outros que já foram pais, mas agora não são? Perder o filho os torna não pais? Sabe-se que seu mundo e quem eles eram antes mudam para sempre (VASQUEZ, 2022).

Este é o principal motivo que impulsiona o termo Vilomah e deveria justificar no Brasil o apoio aos movimentos internacionais, acesso ao conhecimento possibilitado pela influência da tecnologia e globalização na disseminação da informação.

Ao longo dos anos após a perda do filho (a), é normal que os pais calculem a idade que o filho teria, imaginem com quem pareceria, o que faria no futuro; Falar sobre o luto pode contribuir para estabilidade e manutenção da saúde mental, visto que sublimar é um mecanismo eficiente de elaboração psíquica que pode possibilitar a aceitação e continuidade da vida apesar do acontecimento. Este processo não precisa ser doloroso, pode ser mais contemplativo se a elaboração da perda for adequada com apoio de grupos e profissionais. O que permanece é o amor e a saudade do filho, aquele que os transformou em pais. Portanto, conclui-se constatada a importância de nomear e aderir ao registro oficial do léxico Vilomah nos dicionários internacionais.

Desenvolver novos estudos, citar e referênciar são ações importantes para popularização e aceitação do termo no Brasil. Este debate sobre o neologismo vilomah pode corroborar novas pesquisas e o surgimento de outros termos, inclusive, pode ser um conteúdo discutido nas escolas no ensino médio e superior, incentivando a literatura, a leitura, as pesquisas, o desenvolvimento de palavras e a criatividade.

 

Referências

BARBOSA, Carlos Daví Alves. A história da língua latina e seu processo de mudança lexical na língua portuguesa e sua abordagem no livro didático do 1º ano do ensino médio. Cajazeiras, 2020. 83 F Bibliografia. Orientador: Prof. Esp. Abdoral Inácio da Silva. Monografia (Licenciatura em Letras Língua Portuguesa) UFCG/CFP, 2020.

FARGETTI, Cristina Martins. Léxico em pesquisa no Brasil. Araraquara: Letraria, 2018. 242 páginas.

FERREIRA, M. Palavras de origem indiana no léxico da língua portuguesa: Processos de reiteração, reconfiguração e dispersão semântica. Estudos Linguísticos. São Paulo. GEL. n. XXIX, p. 429-434, 2000.

FROST, Robert. Enterro em casa. Fundação de Poesia. <https://www-poetryfoundation-org.translate.goog/poems/53086/homeburial?_ x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc> Data de Acesso: 23 de Março de 2022.

GODOY, Arida Schmidt. Pesquisa Qualitativa tipos fundamentais. Revista Administração de Empresas. São Paulo. v,35. n,3. p.20-29. Mai/Jun 1995.

GOLDBERG, Leonardo André Elwing. Atitudes perante a morte nos websites de redes sociais: um estudo sobre o luto. 2019. Tese (Doutorado em Psicologia Social) Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Acesso em: 2022-04-19.

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domingo, 27 de março de 2022

Resenha Humanismo na Psicologia: Maslow

 Quais os obstáculos para o crescimento?

Os obstáculos que entravam o crescimento do indivíduo, segundo Maslow, podem estar ligados a influências negativas experimentadas no passado, além de pressão social e do grupo onde ele está inserido, que o faz, na maioria das  vezes, viver de forma inautêntica e incongruente consigo mesmo. Maslow também acreditava que as defesas internas, que todos temos, nos mantêm fora do contato conosco mesmo, contribuindo para que o indivíduo não se desenvolva.  

Além desses fatores que limitam o crescimento psicológico do indivíduo, Maslow também salientava que hábitos pobres freqüentemente também inibem o desenvolvimento, onde se inclui o vício de drogas ou bebida, alimentação deficiente, entre outros hábitos que prejudicam a saúde e faz com que os indivíduos funcionem de maneira ineficiente e incompleta.  

Maslow enfocava que o Ser Humano adoece, muitas vezes, por bloquear elementos saudáveis, por recusar realizar sua plena capacidade, por desconectar-se com a luz.  Assim, acrescenta dois outros entraves ao crescimento humano – defesas egóicas além das propostas pela psicanálise: a Dessacralização e o Complexo de Jonas. 

Dessacralização pode ser definida como a falta do sentido do sagrado na vida diária. É a recusa em tratar qualquer coisa com interesse e seriedade, o que gera um empobrecimento da vida em seus múltiplos aspectos, a banalização da sexualidade, dos fatos da vida e da própria morte. É comum os perigos serem desconsiderados, assim como os compromissos, a  responsabilidade pelos próprios atos, o limite dos outros, os valores e virtudes,  o significado do amor, da amizade, da solidariedade ou da devoção, a  dignidade, a honra e a decência, depreciando a figura humana, a religiosidade  e a Natureza, como se tudo isso não tivesse a menor importância. 

 Dessacralização está ligada à normose – o desejo de ser como todo mundo, o medo do ostracismo, medo da diferença que nos permitiria sentirmos melhores conosco mesmos. Normose é se espelhar uns nos outros para agir, partindo da convicção de que as atitudes realizadas em massa são as aceitas e reconhecidas por serem as da maioria. É agir seguindo os padrões de comportamento comuns e socialmente aceitos, sem noção de moral ou ética, visando seguir ou se igualar aos outros. 

O Complexo de Jonas está ligado a mitos e arquétipos. Jonas somos todos nós, quando cultivamos medos que nos impedem de ir em frente nos caminhos da vida. Medo de mergulhar no sagrado, medo de assumir responsabilidades que a vida nos impõe, de mergulhar no mais profundo de nós mesmos, de fazer uma viagem interior ao túnel do tempo, para superar traumas e recobrar forças para o presente.  

Qual a definição de neurose segundo maslow?


Maslow define a neurose e o desajustamento psicológico como doenças de carência, ou seja, causadas pela privação de certas necessidades básicas, assim como a falta de certas vitaminas causa doença. 


Os melhores exemplos de necessidades básicas são necessidades fisiológicas, tais como a fome, a sede e o sono. A privação leva de modo claro a uma consequente doença, e a satisfação dessas necessidades é a única cura para a doença.  

Algumas necessidades psicológicas também devem ser satisfeitas para a manutenção da saúde. Maslow inclui as seguintes necessidades entre as básicas: necessidades de segurança, garantia e estabilidade; necessidade de amor e um sentido de pertinência e necessidade de auto-respeito e estima. Além disso toda pessoa tem necessidade de crescimento: necessidade de desenvolver seus potenciais e capacidades e uma necessidade de auto-atualização.

Descreva o modelo da hierarquia das necessidades?

Hierarquia das Necessidades: Maslow coloca que o homem desprovido de certas necessidades básicas tende à neurose, ao desajustamento psicológico derivado da privação de certas necessidades básicas.

Numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades mais baixas (necessidades biológicas e fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto-realização), Maslow definiu cinco níveis de necessidades:

De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: ar, água, alimentação, sono, repouso, sexo, etc.  

As necessidades de segurança e estabilidade constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.  

As necessidades sociais incluem a necessidade amor e pertencimento, de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.  

As necessidades de estima envolvem a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia.  

As necessidades de auto-realização são as mais elevadas, são necessidades de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente. Cada pessoa atinge a sua auto-realização na medida em que procura atualizar os seus potenciais.  

Diferencie as Experiências Culminantes das Experiência Platô.

  Experiências Culminantes: para Maslow, são experiências integradoras e mais conscientes de nós mesmo e com o mundo, que nos faz agir e sentir pessoas e tudo mais ao nosso redor de forma mais clara e cuidadosa. São momentos poderosos, especiais, felizes na vida de todo indivíduo. Maslow as defini como uma generalização para os melhores momentos do ser humano: são provocadas por intensos sentimentos de amor, exposição à arte ou à música ou à vivência da beleza irresistível da natureza. São experiências que nos comprovam a tese de que: “somos mais do que os nossos corpos físicos,  porque somos mais do que matéria física”, ou seja,  sentimos “os horizontes  ilimitados que se descortinam” (Maslow, 1970  in Fadimam, 1986).

Experiência Platô: para Maslow, é uma experiência mais estável e duradoura, ao contrário da experiência culminante. Pode ser considerada uma maneira nova e mais profunda de encarar e vivenciar o mundo. Envolve uma gama de mudanças fundamentais: atitude, a qual afeta o ponto de vista de alguém, e cria uma nova apreciação e consciência intensificada do mundo. O próprio Maslow as experienciou.

O que pode limitar o processo de auto-atualização   = Obstáculos as crescimento

Exemplifique os 8 comportamentos que levam a auto-atualização


1. Concentração no momento presente;

2. Escolher o crescimento ao invés da segurança;

3. Autoconsciência (conhece a ti mesmo);

4. Honestidade;

5. Avaliação, confiar mais nos próprios instintos; 

6. Auto-desenvolvimento;

7. Experiências culminantes;

8. Ausência de defesas egóicas.

Oito modos pelos quais o individuo se auto-atualiza (comportamentos que levam à auto-atualização):

1. estar consciente ao que acontece dentro de si e ao redor com intenso interesse;

2. fazer de cada escolha uma opção para o crescimento. Escolher o crescimento é abrir-se para experiências novas e desafiadoras que nem sempre são seguras, portanto, muitas vezes o crescimento poderá ser contrário à segurança;

3. tornar verdadeiro, existir de fato e não somente em potencial. Para isso é preciso aprender a sintonizar-se com sua própria natureza intima. Isto significa decidir sozinho se gosta de determinadas comidas ou filmes, independentes das idéias e opiniões dos outros;

4. honestidade e assumir a responsabilidade dos próprios atos. As respostas devem ser procuradas em nós mesmos, assim entramos em contato com o nosso intimo.

Estes quatro primeiros comportamentos ajudam a desenvolver a capacidade de “ melhores escolhas de vida”

5. confiando em nosso próprio julgamento e em nosso próprios instintos e a agir em termos deles; levando a melhores decisões (de comida à marido);

6. usar as habilidades e inteligência e “trabalhar para fazer bem aquilo que queremos fazer”. (pessoas dotadas que não usam suas habilidades e pessoas com talentos médios, realizam muita coisa);

7. “experiências culminantes são momentos transitórios de auto-atualização.” Durante estes momentos, estamos inteiros, mais integrados e mais conscientes de nós mesmos e do mundo. Em tais momentos pensamos, agimos e sentimos mais clara e acuradamente. Amamos e aceitamos mais ou outros, estamos mais livres de conflitos interiores e ansiedade e mais capazes de usar nossas energias de modo construtivo.

8. reconhecer as próprias defesas e trabalhar para abandoná-las. Precisamos nos tornar mais conscientes das maneiras pelas quais distorcemos nossa auto-imagem e a do mundo exterior através da repressão, projeção e outros mecanismos de defesa.


A teoria de Maslow assenta nos seguintes pressupostos: 

1) As nossas ações são comandadas por necessidades  que se organizam  segundo uma hierarquia desde as fisiológicas até as necessidades de auto-realização.  

2) As pessoas só atingem um nível superior de motivação se as do nível  anterior estiverem satisfeitas.  

3) À medida que se sobe na escala hierárquica das motivações, vai crescendo  a diferença entre o que é comum aos homens e aos animais e ao que é próprio  e específico do ser humano.  

4) As necessidades dos níveis anteriores (níveis inferiores), são comuns a  todos os seres humanos, enquanto que as necessidades de ordem superior, se  inclinam a um grupo cada vez mais reduzido de pessoas. 

5) A necessidade de o individuo realizar as suas potencialidades, coloca-se no  topo desta pirâmide hierárquica.