Frente às mudanças no contexto global, que alterou a forma de gerenciamento da própria carreira, as pessoas que não conseguiam inserir no mercado formal, buscavam o empreendedorismo como fonte de renda para reduzir a sensação de instabilidade organizacional ou financeira.
Portanto, no histórico de empreendedorismo, era um recurso por necessidade de renda, atualmente, tem sido um recurso por opção (escolha).
Empreender é liberar a criatividade por meio da iniciativa de produzir bens, serviços e empregos necessários que faltam para o bem estar da população brasileira. Dentro do preceito de desenvolvimento sustentável, constitui-se como a solução mais simples para reduzir a diferença entre ricos e pobres no país (DEGEN, 2009).
Empreendimentos de menor porte, inclusive de microempreendedores individuais, são decisivos para a economia. Empregam 52% da mão de obra formal no país e responde por 40% da massa salarial. Como consequência das mudanças no mercado de trabalho, verifica-se que, antigamente, quem abria um negocio próprio era por não encontrar um emprego. Entretanto, atualmente, 7 de cada 10 pessoas que abriram um empreendimento identificaram uma demanda e perceberam a possibilidade de crescer (SEBRAE, 2014).
Degen (2009) aponta que para ser empreendedor é necessário ter “visão do negócio”, a ideia ou a oportunidade somada à dedicação. Sendo crucial não medir esforços para realizar o empreendimento, sua realização pessoal e/ou profissional é ver a concretização do seu negócio. Ao partir do pressuposto que todas as pessoas são possíveis candidatos a empreender, as que não fizeram se depararam com algum destes motivos:
• Por não encontrar uma ideia que aposte ou que valesse a pena sacrificar a vida pessoal.
• Falta de motivação para empreender, não tem disposição para assumir risco ou abandonar a segurança do emprego.
• Preferência em investir no capital social adquirido em uma formação, geralmente o leva ao exercício de um trabalho formal.
• Ainda, pode haver outros interesses que tornam a ideia de cria algo próprio menos atrativo.
O autor descreve algumas habilidades que são comuns no perfil de pessoas empreendedoras. Ainda, salienta que ao exercer uma atividade empreendedora, se não possuir tais características, como solução é importante saber identificar quem possui para associar a eles, forma de complementar, reduzir falhar e aprender.
São:
• Inconformismo - desejo de mudar o mundo para si.
• Necessidade de realizar: mesmo que seja preciso fazer sacrifícios pessoais como passar menos dias com a família e abrir mão do lazer.
• Vontade de ganhar mais dinheiro do que no emprego.
• Desejo de sair da rotina e apostar nas próprias ideias.
• Vontade de determinar seu futuro sem dar satisfação sobre seus atos.
• Desejo de mostrar para si e para outros que é capaz de realizar um empreendimento. Desenvolver algo que traga reconhecimento e beneficiar a sociedade e a si mesmo.
• Ainda há possibilidade de outros motivos pessoais.
• Saber vender, produto, serviço ou plano de negócios.
• Saber lidar com dinheiro: cobrar o preço correto, reconhecer uma boa oportunidade financeira e manter as finanças em ordem.
• Predisposição: saber enxergar, buscar e estudar novas ideias.
• Criatividade: associações criativas – coletar ideias que deram certo e as que deram errado para aprender e criar formula de sucesso e perceber razões para o fracasso.
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